Estudo bíblico, mensagem, reflexão e fé

Estudo bíblico, mensagem, reflexão e fé


A formação de obreiros é uma função primária da igreja. Jesus disse: “... ide, fazei discípulos...” (Mt 28.18). E como fazer?  Imit...

Segredos Para Formar Obreiros de Caráter



A formação de obreiros é uma função primária da igreja. Jesus disse: “... ide, fazei discípulos...” (Mt 28.18). E como fazer? 

Imitando Jesus.

Ao comparar os Evangelhos Sinópticos em ordem cronológica, entendemos como Jesus, trabalhando arduamente, mostrou a necessidade de formar obreiros. Logo em Marcos 3.7-12 Jesus é seguido por uma grande multidão, de diversas regiões. Ato contínuo, Mateus 9.35-38 diz que Jesus passou a percorrer todas as cidades e povoados, ensinando, pregando e curando toda sorte de doenças e enfermidades. Mateus ainda cita que Jesus viu as multidões aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor, e compadeceu-se dessas pessoas. Daí especificou aos discípulos uma necessidade de oração: 
“-Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara.” (Mt. 9.38). 
Portanto a primeira lição é clara: A formação de obreiros com o caráter de Cristo se dá debaixo do calor da oração. Lucas 6.12-16 explica que naqueles dias Jesus retirou-se para o monte a fim de orar. Sabemos o que inquietava seu coração e, portanto, qual era sua oração que durou a noite toda. Ao amanhecer escolheu doze homens para intensivamente formá-los em três anos, e depois enviá-los ao campo. Note que segundo o exemplo de Jesus, o líder deve se concentrar em alguns, dedicando intensivamente seu trabalho na formação desses novos líderes. (Mc 3.13-19). Jesus ministrava às multidões, tinha os setenta discípulos de Lc 10.1 e 2, mas prioritariamente se dedicou na formação dos doze. Fazia isto justamente pensando na necessidade da multidão. Jesus instruiu os doze com o exemplo de sua vida e com o exemplo do seu trabalho. Alimentou-os com ensinamentos vigorosos. Proporcionou-lhes oportunidades de treinamento em campo. Demonstrou a necessidade do trabalho sempre em equipe. E por fim lhes mandou ficar em Jerusalém até receberem capacitação espiritual, quando foram cheios do Espírito Santo.

O Exemplo de Paulo.

Paulo não blefava quando dizia: “Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo!” (1 Co 11.1). Contagem feita pelo Dr. J. Himitian indica que Paulo manteve, igualmente, doze discípulos e colaboradores mais próximos: 
1. Timóteo: Jovem Pastor em Éfeso. (Rm 16.21; 2 Tm 4.9).
2. Demas: Amou o presente século igual Judas. (Cl 4.14; 2 Tm 4.10).
3. Crescente: Foi à Galácia. (2 Tm 4.10).
4. Tito: Foi à Dalmácia. (2 Tm 4.10).
5. Lucas: Escreveu um Evangelho e Atos. Estava com Paulo. (2 Tm 4.10).
6. Marcos: Escreveu um Evangelho. Timóteo devia trazê-lo. (2 Tm. 4.11).
7. Tíquico: Enviado a Éfeso. (2 Tm. 4:12).
8. Priscila e Aquila: Em Éfeso. (2 Tm. 4.19; Rm 16.03).
9. Erasto: Em Corinto. (2 Tm 4.20).
10. Trófimo: Enfermo em Mileto. (2 Tm 4.20).
11. Epafras: Em Filipos. (Fp 2.15; Cl 1.7 e 8; 4.12; Fm 1.23).
12. Ártemas: Em Creta. (Tt 3.12).

Paulo não era pastor do tipo zelador de templo. Entendia que sua responsabilidade incluía cidades e povoados, onde houvesse almas. Tinha visão de Reino. Entendia que o Espírito não loteia regiões geográficas, não nomeia exclusivos representantes e não deixa de trabalhar só porque um determinado grupo acha que já evangelizou toda uma região e diz que não há mais trabalho a ser feito. Como disse Billy Graham: “- A Bíblia não manda que os pecadores procurem a igreja, mas ordena que a igreja saia em busca dos pecadores”. O líder de uma Igreja deve entender que não foi constituído líder na congregação, mas na cidade, no bairro ou comunidade onde está a igreja. Daí o dever de formar obreiros. Paulo não se preocupava se algum destes brilharia mais que ele no ministério. As igrejas que Paulo fundava ficavam bem alicerçadas, mesmo sem a sua presença, ele não era indispensável. Nas cidades que trabalhou, durante curto ou médio prazo, formou obreiros para que pudesse expandir a igreja em outras regiões. Se Paulo não formasse obreiros não teria chegado tão longe. Em 2 Tm 2.2 Paulo manda Timóteo fazer o mesmo, ou seja, formar novos obreiros: “-E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros”.

Formação Espiritual.

Em primeiro lugar, a formação de um obreiro deve passar pela sua formação espiritual. Ou seja, a edificação espiritual de sua vida até a estatura de Cristo: “... à medida da estatura completa de Cristo, 
para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente”. (Ef 4.13 e 14). Outra recomendação quanto ao caráter do obreiro está em 1 Tm 3.1: “-Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, ...” Existem algumas áreas que são de indispensável importância para auferir o caráter do obreiro, como por exemplo: “família, trabalho, relacionamento social, princípios quanto a sexualidade, administração do dinheiro e ética”.

Capacitação Ministerial.

Além da formação espiritual, o obreiro deve receber investimentos em sua capacitação ministerial. O mundo está ávido pelos talentos de nossos jovens. Autos investimentos são adequados à formação de jovens no ocultismo ou nas manifestações artísticas que descambam ao relativismo moral. Até a criminalidade e contravenções investem na formação dos seus pares. Já algumas igrejas “matam” quando estes sentem a chamada do Espirito Santo. Esta “Teologia do Domínio” tem que ser jogada na lata do lixo, para que possamos investir na formação de obreiros. Não faz sentido tanto apelo missionário, se no lugar de orarmos e jejuarmos para que o Espirito comissione seus obreiros, preferirmos as negociatas sujas dos apadrinhadores. (At 13.2 e 3). Aqueles senhores que se acham "os legítimos", estão na verdade embriagados com o ópio da religião. Mas a ordem apostólica continua fazendo eco em nossas igrejas: “- Sede Sóbrios...” (1 Pe 5.8).

A capacitação de um obreiro em nossas igrejas tem levado em média 10 anos, começando como Cooperador até se formar um Pastor. O sistema oficialmente requer durante este tempo, participação em estudos semanais como Culto de Doutrina e Escola Bíblica Dominical e demais Reuniões Devocionais. Também anualmente se realiza um curso intensivo conhecido como Escola Bíblica de Obreiros. As convenções regionais estão exigindo ainda um curso teológico regular. Ocorre que na prática existem obreiros despreparados, sem capacidade para manejar bem a espada da verdade. (2 Tm 2.15). Deve se investir no rigor de nosso sistema, para que tenhamos obreiros capazes de fazer uma exposição bíblica em nossos púlpitos. Não basta aplicar verdades bíblicas, falando por inspiração. O povo só encontrará um verdadeiro avivamento, se antes se encontrar com a Palavra. Ou seja, se nossos obreiros forem capacitados a ensinar Bíblia - a fonte do verdadeiro avivamento. O obreiro de caráter é aquele que fala menos “da” Bíblia e mais “a” Bíblia. É aquele que antes de ler os compêndios teológicos, se preocupa em ler a própria fonte – a Bíblia Sagrada.

Princípios Cristãos.

Para formar um obreiro de caráter, além da formação espiritual e capacitação ministerial, ele precisa receber alguns cuidados de seu líder: O líder deve amar seu obreiro. (Jo 13.34). Deve conhecer seu obreiro. (Jo 10.14). Deve animar seu obreiro. (2 Tm 1.3-7). Deve repreender falando ao próprio obreiro. (Tt 2.15). Deve honrá-lo. (Jo 12.26). Deve ser seu amigo. (João 15.15). Deve dar a vida pelo obreiro. (Jo 10.11). Os princípios que Cristo ensinou continuam valendo para todas as “divisas” do seu exército de pregadores na terra.

Um obreiro que gasta sua saliva detonando outro obreiro deveria aprender com as torcidas de futebol: — O que fariam com um jogador ...

Obreiro Perseguindo Obreiro








Um obreiro que gasta sua saliva detonando outro obreiro deveria aprender com as torcidas de futebol:

— O que fariam com um jogador que vivesse fazendo gol contra? 

Quem dedica seu ministério para desconstruir o ministério dos outros, com certeza, é do time adversário.


“Vivemos em uma geração onde os piores inimigos do ministério de um obreiro são os que deveriam ser companheiros de ministério”.

Porque alguns ministros perseguem companheiros de ministério?

Por que ainda são meninos na vida cristã.

Isto mesmo, Paulo chama os coríntios de meninos. Não eram espiritualmente saudáveis e amadurecidos. A prova era que brigavam como meninos, permitindo que as divisões os distraíssem.

Em nossa geração também nos cansamos de presenciar ministros meninos, que gastam suas energias perseguindo outros ministros. 

Faltam valores éticos e sobram cinismos. Precisamos aprender com Paulo: 

— “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Pelo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento”. (I Co 3. 6,7)

Se no capítulo dois de I Coríntios Paulo distingue a pessoa espiritual da pessoa natural, agora no capítulo três mostra-nos a pessoa carnal. Até são crentes, mas são como criancinhas. E uma criança briga por assuntos sem relevância.

Causa-me ânsias até aquele costume de se fazer em cima de cantor ou pregador famoso. Parece que o fato de criticar um obreiro de visibilidade faz o “crianção” se sentir mais importante. 

Virou até moda criticar letra de cantores famosos, como se fossem ingênuos para não entender o que o poeta quis dizer. Como se fosse possível fazer um tratado teológico completo em três estrofes de uma poesia. Todo mundo sabe que o poeta tem licença para “errar”, ou seja, a gente sabe o que ele quis dizer nas entrelinhas das rimas. Mas basta fazer algum sucesso para atrair os “sambalates da vida”. 

Igualmente, pregadores que renunciaram suas vidas e já labutaram muito no ministério, quando por algum motivo ficam famosos, passam a ser implicados por aqueles que deveriam estar orando e jejuando por eles.  

É claro que ninguém está obrigado a concordar com tudo. Cada pessoa tem seu temperamento e personalidade. Mas as dificuldades na vida ministerial, muitas vezes, são causadas por obreiros invejosos como Josué perseguindo Beldade e Medade. (Nm 11.27-29) 

Ou obreiros fofoqueiros e faladores como os discípulos de João que eram contra o sucesso do próprio Jesus. (Jo 3.25-26). 

São exemplos de falta de humildade e arrogância como Coré, Datã, Abirão e Om. (Nm 16.1-2) 

Há também muitos profetas velhos que na verdade são parciais, perseguem os outros, mas omitem erros da própria família e passam a ser hipócritas. (I Sm 3.13-14) 

Quem persegue companheiro de ministério me lembra o tal Aimaas, porque são desobedientes e sem mensagem, mas querem se sentir melhor com a desgraça dos outros: 

“E prosseguiu Aimaás, filho de Zadoque, e disse a Joabe: Seja o que for deixa-me também correr após Cusi. E disse Joabe: Para que agora correrias tu, meu filho, pois não tens mensagem conveniente? (II Sm 18.22) 

Na verdade já perderam o respeito a Deus por isto não respeitam mais o profeta, como Saul no caso do sacrifício. (I Sm 13.13-14) 

Deveriam se lembrar do que aconteceu com Usá quando cheio de “boa vontade” executou sua tarefa de forma errada, já que de boa vontade o inferno está cheio. (II Sm 6:3-7)

Devemos também lembrar quem matou Abel - seu próprio irmão. 

Quem vendeu José também foram seus irmãos. 

Igualmente foram os próprios irmãos que expulsaram Jefté. 

E o que dizer da inveja dos irmãos de Davi? 

Também sabemos quem não ficou contente com a volta do filho pródigo -seu irmão. 

Entretanto a bênção de Deus estava sobre a vida destas pessoas, não obstante serem perseguidos pelos seus pares.

Concluamos sob o eco apostólico de I Co 3.3: 

"Porque ainda sois carnais. Pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens"?


Segredos do Obreiro Aprovado - 

Adriano Alves - Missão Editorial

Utilizado em seminários de obreiros e grupos de estudo - esse livro mostra os métodos de Jesus e seus apóstolos e como aplicá-los em nossa geração. Versão e-book - 62 páginas - por apenas R$3,90.

VER O PRODUTO

Estamos familiarizados com personagens engraçadinhos, como Pinóquio, Rolando Léro, Gerson, Agostinho Carrara entre tantos sucessos na...

Uma "mentirinha" de vez em quando faz mal?


Estamos familiarizados com personagens engraçadinhos, como Pinóquio, Rolando Léro, Gerson, Agostinho Carrara entre tantos sucessos na arte de mentir. Às vezes encontramos cristãos e até obreiros contando mentiras tão desnecessárias, que percebemos sua compulsão descontrolada, e fazemos piada disto. Mas o assunto é sério. 
Já outras pessoas não cumprem suas palavras porque não têm nenhum temor de pensar com a boca aberta. Quem ouve acredita e no fim das contas uma grande confusão está armada.
   
“Para ser honesto e cumprir promessas basta pensar antes de prometer”. (Cl 3.9,10).

Mas porque muitos cristãos, apesar da aparência de piedade, tem uma fraqueza enorme com a mentira?
É porque a mentira sempre nos parece um mal menor.
Entretanto Paulo mostra justamente o contrário na carta aos Colossenses. A mentira é um mal maior. 
Nesta carta, depois de desmascarar a falsa religiosidade, Paulo comenta as evidências de uma pessoa que realmente tem uma nova vida em Cristo. No capítulo três ele mostra que a verdadeira conversão mortifica a natureza terrena. Daí Paulo começa fazer uma lista das coisas para qual o cristão já morreu. Prostituição, impureza e lascívia, pecados sociais como desejo maligno e avareza, ira, indignação e maldade e finalmente pecados ligados à língua (Cl 3.8,9). O ponto alto da lista consiste nos pecados da língua: maledicência, linguagem obscena e mentira. Ocorre que Paulo comenta de forma especial e separada a - mentira. Aqui ele não consegue falar no aoristo - mas usa o imperativo do presente: “Não mintais uns aos outros”!

“-Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”. (Cl 3.9,10).

O ser humano foi criado por Deus, mas se soltou de Deus, se tornou refém do Diabo. Por isto o Senhor Jesus explica que aquele que mente tem por pai o Diabo, que é o pai da mentira. (Jo 8.44) Ainda que ponhamos um belo laço religioso sobre uma pessoa, se ela não foi transformada por Cristo, continua sendo um filho do Diabo.

A mentira, portanto, tem sido considerada um pecadinho de estimação. Um mal necessário, um mal menor. Entretanto Paulo considera a mentira como o mal maior. Normalmente quando se diz que alguém caiu, está envolvido no ato de cair - os órgãos sexuais. Entretanto o tombo mais alto, na opinião apostólica, é com o coração e a língua: a mentira. Que possamos pensar antes de falar, ou prometer o que não podemos cumprir. O coração é a fonte do que se exterioriza com palavra e ação. Que terrível instrumento pode ser justamente os lábios e a língua!

Segredos do Obreiro Aprovado - 

Adriano Alves - Missão Editorial

Utilizado em seminários de obreiros e grupos de estudo - esse livro mostra os métodos de Jesus e seus apóstolos e como aplicá-los em nossa geração. Versão e-book - 62 páginas - por apenas R$3,90.

 VER PRODUTO 







Princípios de Honra - Adriano Alves - Missão Editorial

Deus criou princípios que funcionam para nossa vida e família. Entenda o que a Bíblia ensina sobre a administração do tempo e dinheiro. Esteja em guarda na batalha que ocorre todos os dias no mundo espiritual. Viva sob a perspectiva de um plano superior que Deus projetou para sua  eternidade. Versão e-book - 58 páginas - por apenas R$3,90.

VER PRODUTO



Os romanos inventaram um ditado usado até hoje: “-Vox populi vox Dei”. Que é “-Voz do povo voz de Deus”. Querem dizer que a opinião da maio...

Quando a Maioria Chama o Mal de Bem e o Bem de Mal

Os romanos inventaram um ditado usado até hoje: “-Vox populi vox Dei”. Que é “-Voz do povo voz de Deus”. Querem dizer que a opinião da maioria é a opinião da razão. As pessoas são influenciadas pela maioria na maneira de agir nos negócios, na política, na família, na sexualidade, na fé, na maneira de falar entre outros aspectos. Consideram um privilégio fazer parte da maioria, já que acham que tudo o que é aprovado pela maioria é certo. No entanto Deus tem compromisso com quem tem compromisso com ele, ainda que seja a minoria, mas a minoria fiel.

Não podemos aceitar de maneira implícita algumas posições que a sociedade defende. O que a Bíblia diz que é “mal”, não pode ser aceito como “bem”. (Is 5.20).

Porque não podemos simplesmente pensar como a maioria pensa?

Por que a Palavra de Deus não é negociável.

Há um grande esforço desta geração no afã de confundir as normas morais.
Mas quando uma pessoa cultiva intimidade com o Espírito de Deus, tem seu coração sincronizado com Deus. É muito fácil condenar os pecados óbvios, porque todo mundo já os condena. Mas quem ama os caminhos de Deus odeia o mal em todas as suas formas, não só os pecados óbvios, mas também os que a sociedade aceita. Logo amar a Deus é odiar o que Deus odeia.

Em Sl 97.10 está escrito: “-Vós que amais ao SENHOR, aborrecei o mal”. Mesmo vivendo em uma cultura secular, não podemos aceitar tacitamente algumas posições que a sociedade defende. O que a Bíblia diz que é “mal”, não pode ser aceito como “bem”. “-Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo”! (Is 5.20). 

Nosso padrão ético não pode ter preço. Logo a voz do povo não é a voz de Deus. Ser influenciado pela maioria é como ser guiado por um cego. Disse Jesus: “-Um cego guiando outro cego, ambos cairão no abismo”. (Mt 15.14).

Um político famoso certa vez disse que no Brasil quando um rico é pego roubando, vira ministro. Passados quase vinte anos, este mesmo p...

Tratamento Desigual - O Status Social na Igreja


Um político famoso certa vez disse que no Brasil quando um rico é pego roubando, vira ministro. Passados quase vinte anos, este mesmo político, enlaçado por centenas de evidências de corrupção, inclusive correndo risco de prisão, virou ministro. Esta é a regra do mundo. Mas deve haver um lugar em que esta regra cruel seja quebrada. Um lugar onde o Status não fale mais alto. Este lugar deve ser a igreja.
“As vezes líderes precisam tomar posição na congregação. Mas deve haver respeito incondicional a todas as pessoas, independente do seu “status”. (Lv 19.15; Tg 2.2-4).

Entretanto, será que o Status Social de uma pessoa influencia seu tratamento em nosso meio?

Se a resposta é sim, estamos em claro descumprimento da ordem bíblica.
Em Tg 2.2-4 diz: Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com trajes preciosos, e entrar também algum pobre com sórdido traje, E atentardes para o que traz o traje precioso, e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé, ou assenta-te abaixo do meu estrado, Porventura não fizestes distinção entre vós mesmos, e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?
Fica claro no texto que o grau de intimidade com Deus é revelado pela maneira como trato as pessoas. É impossível separar relacionamento humano de comunhão divina. Se alguém diz: “Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu”? (I Jo 4.20). Portanto nossa fé é testada pela maneira que tratamos as pessoas.
O mundo não conhece outro modo de distinguir a nobreza do ser humano senão pela sua posição na sociedade. Esta é a regra do mundo. Mas deve haver um lugar onde esta regra seja quebrada. E este lugar deve se chamar igreja. Na igreja o ser humano amado por Deus deve ter valor em si, afinal uma alma vale mais do que o mundo inteiro. Penso que a igreja deve ter o mesmo percentual de classes da sociedade à que pertence. Fico preocupado com igrejas segmentadas em determinado nicho social ou etário. Mesmo sabendo que o Evangelho prospera as pessoas, uma igreja é morta se não gera novos convertidos, se não busca nas sarjetas aqueles que para o mundo são apenas escória. Igualmente, ninguém é importante demais quando o assunto é a vida eterna.

A Ética Cristã representa o respeito incondicional a todas as pessoas, independente do seu “status”. Muitas vezes, como obreiros, precisamos tomar posição diante de algumas situações na congregação. Mas jamais fazer injustiças: “-Não fareis injustiça no juízo; não aceitarás o pobre, nem respeitarás o grande; com justiça julgarás o teu próximo”. (Lv 19.15; Tg 2.2-4).

Na igreja primitiva os recursos humanos sempre são prioridades. Leiamos como exemplo, a recomendação de Paulo em 1 Tm 5.17-18 (Bíblia Viva)...

Chamados Para A Infantaria do Evangelho

Na igreja primitiva os recursos humanos sempre são prioridades. Leiamos como exemplo, a recomendação de Paulo em 1 Tm 5.17-18 (Bíblia Viva): “Os pastores que fazem bem o seu trabalho, devem ser bem pagos e altamente estimados, de maneira especial aqueles que trabalham arduamente, tanto pregando como ensinando. Porque as Escrituras dizem: - Nunca amarre a boca de um boi quando ele está pisando o grão, deixe-o comer enquanto anda! E em outro lugar: Aqueles que trabalham, merecem pagamento!”.
O mesmo Paulo falou de sua gratidão aos filipenses – O caixa tinha recursos suficientes, não só para suprir os grandes projetos, como garantir o sustento de Paulo e seus companheiros. Lemos em Fp 4.17-18: “Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que aumente a vossa conta. Mas bastante tenho recebido e tenho abundância; cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus”. Não é a toa que um grupo tão pequeno, debaixo de perseguição religiosa, numa época de transportes precários e meios de comunicação extremamente lentos, alcançou todo o mundo conhecido de sua época. E nós com todo potencial dessa era da informação? Estamos cobrindo nossos soldados de infantaria? Os chamados à infantaria muitas vezes não têm recebido cobertura de artilharia. O Senhor procura pessoas que possam contribuir para alcançar esta geração. Por isto Paulo pergunta aos Romanos: “-E como pregarão, se não forem enviados? Assim como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam coisas boas”! (Rm 10.15).
O dever de contribuir com a pregação da Palavra não é para alguns. É para todos. Se o problema fosse monetário, Deus levantaria o top 10 da Forbes e tudo estaria resolvido. Mas o princípio da contribuição é um privilégio. Deus não criou todas as pessoas de uma só vez, antes repartiu conosco a responsabilidade, somos cooperadores da criação, gerando crianças e forjando caráter. Da mesma forma somos cooperadores da Missão de Deus na terra. (I Co 3.9). Eu tive um pastor que certa vez investiu vinte mil reais de seu bolso na obra. Não fez campanha, não quis incomodar ninguém. Levantou o custo do projeto, viu que tinha aquele valor e pagou sozinho, sem pedir um centavo a ninguém. Sentia-se intimidado pelo rótulo (“Pidão”, Mercenário, Ladrão) que colocam sobre os pastores que se lançam na infantaria. Tempos depois, em uma necessidade pessoal, orou lembrando que havia pagado sozinho aquele projeto. Disse que tinha contribuído com a obra de Deus. Ele mesmo conta que o Espírito Santo falou claramente ao seu coração. “- Você me atrapalhou, tirou a oportunidade de muitas pessoas serem abençoadas e participar da minha obra”! Ele entendeu o coração de Deus, que convida todos a participar deste propósito de fé, porque Ele quer se revelar a todos. Há muitos anos atrás um menino viu uma irmã embalando provisões. Seriam enviadas a um campo missionário da Birmânia. Tudo o que ele tinha era uma moeda, e na sua simplicidade resolveu investir em Missões. Só deu para comprar um folheto. A irmã colocou o impresso dentro de uma caixa de remédios e despachou. O folheto caiu nas mãos de um dos chefes da Birmânia, que se converteu lendo aquela mensagem. Mais tarde, aquele homem compartilhou sua regeneração com seus amigos. Muitos se converteram, então solicitaram um missionário para aquela região. Registra-se na história que cerca de quinze mil pessoas foram atingidas, direta ou indiretamente. Tudo devido a uma pequena moeda, que era tudo para aquele menino. Todo projeto missionário necessita de dinheiro. Não uma oferta simbólica, mas um valor que tenha significado para mim mesmo. Uma semente missionária.
Observe a combinação das expressões de At 13.3,4: “...os despediram...”  e “...enviados...”. A Igreja de Antioquia comissionou os missionários, e subentende-se que também proveu os custos do projeto missionário. Somos um exército, com infantaria lutando cara a cara com o inimigo, e a artilharia dando cobertura aos chamados à infantaria. Assumimos grandes compromissos com este projeto digital. Site, blog, redes, vídeos, áudios, textos e milhares de acessos. A infantaria assume riscos e responsabilidades. Estamos dispostos a contribuir até que ponto na grande Causa? Que possamos entender a oportunidade que Deus nos dá. Vamos contribuir, mas não de maneira simbólica e sim de forma substancial.

A foto de hoje é muito sugestiva. Por incrível que pareça existe quem cumprimenta com a Paz do Senhor, mas no coração tem dolo, do gr...

Falsidade No Sorriso





A foto de hoje é muito sugestiva. Por incrível que pareça existe quem cumprimenta com a Paz do Senhor, mas no coração tem dolo, do grego: “δολος - dolos”. Vem de um verbo primário arcaico, “dello” (provavelmente significando “atrair com engano” - Strong), é astúcia, engano, fraude, malícia. São sepulcros caiados. Têm a Paz do Senhor na língua e a guerra do diabo no coração.

“A língua e a mão devem estar em harmonia com o coração. Saudar com sorriso, mas esconder fel é dolo, astúcia, presunção, engano e hipocrisia”.
Qual é o padrão ético de Jesus para o obreiro?
O padrão ético de Jesus para o obreiro é: Falar a Verdade do Coração.


Jesus comentou o seguinte sobre Natanael: “-Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo”. (Jo 1.47). Sobrenaturalmente Jesus discerniu o caráter de Natanael. Viu que era um homem sem astúcia, presunção, engano ou hipocrisia, sua língua e mão estavam em harmonia com o seu coração. Jesus olha para Natanael possivelmente pensando no patriarca Jacó. Este era um suplantador que tomava a bênção de seu irmão astuciosamente. Gn 27.35. Mas um dia teve um encontro com Deus e foi chamado Israel – Aquele Que Luta Com Deus. Todos aqueles que lutam com Deus são verdadeiros israelitas porque falam a verdade do coração, ou seja, reconhecem quem de fato são. “E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse Jacó”. Quando você chega diante de Deus e reconhece quem é, aí você vence Deus. E a maior vitória de Deus é render-se a um homem que reconhece suas misérias. “Aquele que confessa e deixa alcança misericórdia” (Pv 28.13). Por isto Deus disse de Davi: “achei um homem segundo o meu coração” (At 13.22). Em contraste existem aqueles que ainda são “jacós”, religiosos apenas externamente, no intimo são traiçoeiros e maquiavélicos.

O obreiro que cumprimenta com sorriso, mas no coração esconde fel está aquém do padrão ético admirado por Jesus.

Dos quinze requisitos de Paulo para o obreiro em I Tm 3, só um envolve habilidade intelectual. Todos os demais dizem respeito ao car...

Caráter – Requisito Para O Ministério






Dos quinze requisitos de Paulo para o obreiro em I Tm 3, só um envolve habilidade intelectual. Todos os demais dizem respeito ao caráter do obreiro. Em qualquer profissão pouco interessa a vida particular, mas no ministério se mede a integridade justamente pela excelência moral.

T odos já ouviram o ditado: “-Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” . Alguém na igreja até diz: “-Não olhe pra mim, olhe pra Jesu...

Olha Para Nós

Todos já ouviram o ditado: “-Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Alguém na igreja até diz: “-Não olhe pra mim, olhe pra Jesus”. Mas a ordem do Reino é inversa: “-Olha para nós”. (At 3.4). Pedro e João podiam pedir aquela geração para olhar para eles. Será que, enquanto igreja, podemos olhar para nossa cidade e dizer: “-Olha para nós”?

“O obreiro deve ser modelo para ser imitado (Fp 3.17; 2 Ts 3.9), não só no ensino, mas na conduta, no amor, na fé e na pureza”. (1 Tm 4.12).

Porque não somente no ensino?

Porque “... a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá”. (Lc 12.48).

O Apóstolo Paulo enobrece o ministério de um obreiro: “se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja”. Mas também diz: “Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo!” (1 Co 11.1). Se Paulo imitava Cristo, nós também devemos ouvir com atenção o ensino do Senhor: “- Haverá maior cobrança àqueles a quem mais foi dado”.

A Ética Ministerial envolve o dever do ministro de apresentar-se francamente diante de todos, como modelo para ser imitado (Fp 3.17; 2 Ts 3.9), não é só no ensino que se percebe um obreiro, mas na conduta, no amor, na fé e na pureza. Em 1 Tm 4.12 lemos: “-...sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza”.

Conclui-se que é urgente levar o Ministério mais a sério. Lucas mostra que no ministério de Jesus não tinha apenas palavras, mas ele o fazia. (At 1.1).

O inferno existe? De que consiste? Seria uma câmara de tortura, como no folclore popular, o caldeirão do tinhoso, um lugar onde pessoas sã...

O Inferno Existe? Será Eterno?


O inferno existe? De que consiste? Seria uma câmara de tortura, como no folclore popular, o caldeirão do tinhoso, um lugar onde pessoas são torturadas com fogo? É eterno ou um lugar de aniquilamento de pessoas?

O escritor aos Hebreus nos afirma que após a morte nos espera o juízo, ou seja, enquanto há vida podemos mudar o nosso destino eterno, depois da morte não. Ocorre que existe uma corrente chamada aniquilacionismo, ensina que Deus irá aniquilar pessoas que não quiserem seguir sua vontade. Deus estaria dizendo: - Ou você me serve ou deixará de existir. Simples assim, por livre e espontânea pressão. Isto é imoral. Deus não estaria respeitando o livre arbítrio que deu as pessoas. Se Deus quisesse obrigar alguém a lhe servir, teria criado seres teleguiados por controle remoto. Mas ele não quis seres programados para gostar dele. Deus criou seres com personalidade, o que inclui a emoção, inteligência e vontade. Viver sem Deus é ruim, e ficar a eternidade longe dele é infinitamente ruim. Este é o apelo dos pregadores bíblicos. Jamais Deus usaria expediente tão imoral, que é a aniquilação de quem não quis servi-lo. Isto vai contra o princípio do livre arbítrio.

A confusão ocorre justamente quando citam a segunda morte ou morte eterna de Apocalipse. Interpretam como aniquilação do espírito humano que não quis a Deus. Ou seja, aquela "persona" é deletada, deixa de existir. Quando médicos dizem que houve morte encefálica, um cérebro não deixou de existir, não evaporou dentro do crânio. O cérebro deixou de funcionar. Para estar sem vida não é necessário deixar de existir. Da mesma forma, todo o nosso corpo reúne cinco funções: Tato, Paladar, Olfato, Audição e Visão. A única razão científica para declarar um corpo morto é o cessar definitivo de suas funções. Ou seja, morrer é para todos os efeitos deixar de funcionar e não deixar de existir. Aliás, não se pode declarar uma morte sem um corpo, ou uma boa explicação para a sua ausência. Se o corpo tem cinco funções, o espírito tem três: os quais são comunhão, consciência e intuição. São três antenas espirituais. Através delas podemos perscrutar as evidências de Deus no Universo, podemos basear nelas nossa decisão entre o certo e o errado. Podemos ter comunicação com Deus e pela fé vivermos em plena comunhão com Ele. A morte espiritual, assim como a física, não significa dizer que a "persona" deixou de existir, mas que as funções espirituais cessaram. Seus canais de comunhão com Deus não são mais acessíveis. A pessoa, isto é, a alma, representada pela emoção, inteligência e vontade, não precisam ser imoralmente deletadas.

Apesar de todo esforço de Deus em atrair homens e mulheres para si, sem interferir no livre arbítrio, muitas pessoas se decidem contra Ele e bilhões não se decidem por Ele. Se Deus deletasse estas pessoas pelo fato de não gostarem dele, Deus estaria sendo imoral. Isto é impossível. Deus é Santo, Puro e Moral.

Então o que acontece com as pessoas que tem morte física estando infiéis ao Senhor? Simples, não quiseram Deus, vão ficar longe de Deus. Daí as três antenas espirituais não funcionarão mais, deixarão de funcionar definitivamente, isto significa morrer eternamente. Não significa que a pessoa deixou de existir, que foi deletada ou coisa semelhante. Significa que a pessoa está espiritualmente longe de Deus em caráter eterno e irreversível, completamente entregue a si mesma e aos mais vis sentimentos humanos.

Morte espiritual, segunda morte ou morte eterna é isto. Jesus falou mais do inferno do que do céu, apontando para a seriedade do tema. O fogo nunca se apagar e o bicho nunca morrer na ilustração de Jesus significa dizer que: "- Estar longe de Deus é infinitamente ruim." A Bíblia fala muitas vezes sobre o fogo, e o usa como figura de linguagem de muitas maneiras. Até sobre Deus está escrito que é um fogo consumidor. Deus não é um grande maçarico cósmico, fogo aqui está simbolizando juízo. E quando a Bíblia se refere ao inferno como lugar de fogo e enxofre, não deveríamos pensar em um grande forno cósmico a queimar eternamente, como as pessoas pensam, mas no juízo impetrado sobre as escolhas dos habitantes do mundo dos mortos sem Deus e sem Jesus Cristo.

Urge, portanto, que nos aproximemos de Deus com coração sincero para conhecer o dever a fim de segui-lo. O único meio de se aproximar de Deus é através de Jesus Cristo, o caminho, a verdade e a vida. O amanhã não nos pertence, nem o depois, tomemos agora a nossa decisão, enquanto há vida.

Sacudiremos de sobre nós o seu manto paternal e rangeremos nossos dentes contra Ele ou nos dedicaremos a sua busca, o conhecendo a cada dia e cada vez mais?        

Com a palavra:
Você!!!

A s sangrentas cruzadas medievais, a inquisição, os julgamentos das feiticeiras de Salém, a exploração praticada pelos missionários, o ...

A Origem do Catolicismo Romano


As sangrentas cruzadas medievais, a inquisição, os julgamentos das feiticeiras de Salém, a exploração praticada pelos missionários, o antissemitismo e os assassinatos em massa dos “hereges” queimados em fogueiras que iluminavam as cidades medievais, dentre outras misérias humanas, constantemente são evocadas contra a fé cristã. Isto ocorre porque o imaginário popular comprou uma grande mentira. Dizem que uma mentira repetida muitas vezes vira verdade. Falo da crença comum de que o catolicismo romano é a primeira igreja, e por consequência, representante da fé cristã. Na verdade, o que o catolicismo romano representa é um conjunto de tradições herdadas do sincretismo religioso. Como um arqueólogo investiga as camadas da terra, identificando períodos diferentes da história, o catolicismo pode ser estudado pelas camadas de dogmas não cristãos. Basta olhar a diversidade da iconografia católica, oriunda de religiões pagãs convenientes ao Império Romano. O protestantismo histórico também não representa fé cristã. Apesar de se desvencilhar da lama do sincretismo católico, os reformadores herdaram algumas manchas, costumes e preconceitos de Roma. A minha denominação evangélica também não representa a fé cristã. Não podemos atribuir os erros de uma igreja local ou denominação a Cristo. O padrão de Atos não é uma igreja oficial, única e verdadeira. Atos dos Apóstolos mostra igrejas locais, independentes e interligadas fraternalmente. Se quisermos saber como era a igreja primitiva, basta lermos Atos e as Epístolas. Mas se quisermos entender o catolicismo, precisamos olhar para o século IV. 

No ano 305, Constantino precisava arregimentar braços humanos para vencer a guerra contra Maxêncio pelo trono de Roma. O pulo do gato foi perceber o crescimento da população cristã no império. Constantino encontrou na visão da cruz argumentos para amolecer os corações incautos. Sobre esse período bem nos informa uma testemunha ocular, o historiador Euzébio de Cezaréia, que denunciou certos líderes de igrejas da época, que passaram a ter um único fim: - "o de assumir o governo como uma espécie de soberania para si mesmos".
As igrejas cristãs naqueles dias alcançaram tamanho, poder e influência antes inimagináveis. E com a “conversão” do imperador, atraíram pessoas de ímpetos venais, que auferiam uso político, minando internamente os princípios cristãos. Isto fez pastores ingênuos se afastarem do propósito central do Evangelho.
Existiam muitas denominações cristãs com liberdade de consciência, divergências de costumes, liturgias e autonomia enquanto igrejas locais. Mas alguns bispos, imbuídos de desejo de poder, passaram a dizer que suas igrejas seriam as verdadeiras detentoras da fé cristã universal (católica, segundo a expressão grega). Estes bispos queriam convencer o imperador romano que seus costumes e liturgias eram ortodoxos (conforme o original), dos apóstolos, universal, a única e verdadeira... Quando na verdade eram doutrinas mistas de tradições do paganismo sob o disfarce de cristãs. Estas misturas agradaram as autoridades romanas, já que mantinham sua iconografia, datas festivas e liturgias pagãs. Havia uma disputa, não pela verdade, mas pelo poder.
Constantino, ainda pagão, organizou e presidiu até concílio "cristão". Flutuou de um a outro grupo até que usou o Poder Imperial para declarar um daqueles grupos de misticismo religioso como Igreja Verdadeira e Oficial da Fé Cristã.
No ano 380 o Imperador Teodósio tornou a opção de Constantino - Igreja Oficial do Império Romano -, destruiu as outras igrejas, em detrimento da liberdade de consciência. Todos os demais grupos religiosos foram impedidos de existir oficialmente. Sobre este fato cruento da história, leiamos as palavras do próprio Imperador Teodósio:
- "Queremos que todas as nações que são governadas por nossa moderação e clemência aceitem plenamente a religião que São Pedro ensinou (sic) aos habitantes de Roma, a qual a tradição nos conservou fielmente e agora nos é professada pelo pontífice Damásio e por Pedro, bispo de Alexandria... Autorizamos aos que seguem essa doutrina que recebam o nome de cristãos católicos, e a todos os demais julgamos insensatos e loucos, assinalamo-los com o nome infamante de seguir um dogma herético, suas congregações não podem assumir a denominação respeitosa de igrejas. Além de serem condenados pela justiça divina, devem esperar sofrer as penas severas que a nossa autoridade, guiada pela sabedoria divina, considere próprio infligir-lhes". (citado por A.T. Jones, op. Cit., p.388).
Os cristãos voltaram a ser “clandestinos” no Império Romano. Os bispos que fizeram negócio com o Imperador não tinham mais nada de cristão. Apenas patentearam o nome “igreja” e tornaram-se seus legítimos proprietários. Ninguém mais poderia auferir este termo sem ser réu da fogueira inquisitória.
As igrejas cristãs que se tornaram clandestinas passaram a ser perseguidas pela Igreja Romana oficializada, mas permaneceram vivas, mesmo proibidas de se manifestar oficialmente. Se os políticos romanos podiam indicar os sacerdotes de suas religiões pagãs, e se a Igreja de Cartago aceitou o grande negócio da fé, que tem Cristo a ver com isto? Foram arengas repulsivas e profanas pela sede de poder de homens maus, e não tem origem nos ensinamentos do Senhor Jesus. A Igreja, como organismo vivo, continuou existindo em diversos grupos que se reuniram clandestinamente por cerca de 1100 anos, até despontar de novo a liberdade de consciência. Mantiveram acesa a chama do Pentecostes, crendo e vivendo a atualidade dos dons espirituais em todos os seus dias. São chamados na historiografia oficial romana de “hereges”.
Sabiamente o Concílio de Westminster declarou que sempre existiram igrejas mais puras ou menos puras, no que concerne a simplicidade do Evangelho. Nelas congregam os membros da Igreja de Cristo sobre a terra, podendo algumas se afastar tanto do Evangelho, que já não compõem a Igreja de Cristo.
Portanto, toda denominação que se considera única e verdadeira também não é uma igreja, e sim uma seita. - Como podemos medir a pureza das igrejas modernas? Lendo o Novo Testamento! Na igreja primitiva está o exemplo a ser seguido: - Cristo. Todo adendo, dogma, penduricalho, tradição, confissão, uso ou costume que não consta no Evangelho deve ser rejeitado. É o dedo sujo de homens religiosos que quiseram fazer por merecer a salvação, mas esta “... não vem pelas obras para que ninguém se glorie, mas é dom de Deus”. (Ef 2.8,9). Deus quebra o orgulho humano ao oferecer a Vida Eterna pela sua graça e nada mais. Leia o Evangelho, conheça Jesus e o receba como único Senhor e suficiente Salvador.

Pergunta enviada pelo leitor Ansesco: Se Jesus, o Filho de Deus cumpriu a lei em todas as suas exigências (Mt 5.17), me explique uma ...

Jesus Era Um Rabi Solteiro? Como Se Explica Isto?


Pergunta enviada pelo leitor Ansesco:
Se Jesus, o Filho de Deus cumpriu a lei em todas as suas exigências (Mt 5.17), me explique uma coisa: Jesus era chamado de Rabbi (Rabino, ou Mestre) por todo o Novo Testamento. O titulo de Rabbi é passado de iniciado para iniciado desde Moisés, através de um ritual chamado Semicha ("ordenamento"). No período do Antigo Testamento, de acordo com o Judaísmo, para se tornar Rabbi, uma pessoa precisa obrigatoriamente preencher três requisitos: 1- Ser um homem; 2- Ter conhecimento profundo da Torá e das Leis judaicas e 3- SER CASADO.
Jesus foi casado?

Olá Ansesco! Excelente pergunta.

Ocorre que a palavra "Rabh", que quer dizer "mestre" pode ser aplicada a todo aquele que ensina, sem necessariamente significar cargo sacerdotal oficial no sinédrio. Para ser membro do sinédrio sim, era necessário ser casado.

Dentre muitos exemplos, cito Dn 1.3 onde o termo "Rabh" é usado para se referir ao chefe dos eunucos do palácio babilônico. Ora, eunucos não podem se casar, já que são castrados.

A palavra "Rabh" foi helenizada para a forma "Raabhi" e foi adotada pelos membros do sinédrio, não sendo, porém, de sua exclusividade.

Note, entretanto, que mesmo Oficiais do Sinédrio Judeu foram exceções segundo consta a história:

O Rabi Simeão ben Azzai, ao ser acusado de permanecer solteiro, dizia: "Minha alma está apaixonada pela Torá. Outros podem levar adiante o mundo", Talmude da Babilônia, b. Yeb. 63b). 

Flávio Josefo na sua obra Guerra Judia 2.8.2. & 120-21; Antiguidades judaicas 18.1 & 18-20, reconhece a existência de celibato no judaísmo do século I.

Podemos citar ainda Fílon, (numa passagem conservada por Eusébio, Prep. Evang. 8, 11.14) e Plínio, o Velho, (História Natural 5.73, 1-3) Ambos registraram a existência de essênios celibatários.

Não devemos deixar de citar os judeos de Qumrán. Também Fílon (De vita contemplativa) assinala que os "terapeutas", um grupo de ascetas do Egito, viviam o celibato.

João Batista também era Rabi e não se casou.

Estas são as exceções e não as regras. No entanto, estas exceções passam a ser inúteis quando sabemos que Jesus não era Oficial do Sinédrio, não encontramos base para dizer que era um sacerdote oficial do judaísmo, mas como nos revela Paulo, Jesus era sacerdote da ordem de Melquisedeque, ou seja, sacerdócio sem motivo explicatório (razão humana, genealogia, escola), apenas escolhido divinamente.

E já que citei Paulo, eis aí mais um Rabi, formado aos pés de Gamaliel, no entanto, solteiro.

Não existiu nenhuma razão para se maquiar ou esconder que Cristo era casado, Ele mesmo, e toda a Escritura, A.T e N.T enaltecem o leito sem mácula. Se houvesse maquiagem, não seria sobre casamento do mestre, mas sobre fatos constrangedores e venais do gênero humano que o Evangelho não poupou relatar.

Portanto, Jesus não era casado por se Rabi.

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (João 8.32) Algumas pessoas, contudo, acham que aceitar a ideia de que existe u...

Livre Das Regrinhas Religiosas


E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (João 8.32)

Algumas pessoas, contudo, acham que aceitar a ideia de que existe uma verdade absoluta, seria o mesmo que viver em função de regrinhas religiosas, como os religiosos de plantão que bem conhecemos. Definitivamente não. Jesus fala que a verdade liberta e não aprisiona.

Como é uma pessoa livre?

A pessoa livre não conduz sua vida por regrinhas religiosas.

A Bíblia nos deu aviso da Incapacidade da Lei: - Assim a regra antiga foi anulada porque era fraca e inútil. Pois a lei não podia aperfeiçoar nada. Mas agora Deus nos deu uma esperança melhor, por meio da qual chegamos perto dele. Hb. 7. 18,19.

Um pastor e um ateu viajavam lado a lado em um avião. Conversa vai, conversa vem e a aeromoça oferece uma bebida. Enquanto o pastor pedia uma água mineral, o ateu tagarelava que queria um uísque já que era livre. O pastor ouvindo a provocação resolve mudar o pedido:

- Me traz um uísque também, por favor!

O zombeteiro ficou espavorido:

- Ah! Essa eu quero ver!

Quando chegou as bebidas o ateu logo entornou tudo de um só gole e se pôs a assistir a cena do pastor com o uísque na mão. O pastor serenamente, com o copo na mão iniciou sua preleção:

- Vejamos quem é livre.  Eu tenho o poder da decisão. Posso tomar esta bebida, e posso decidir não tomar esta bebida. Já o senhor não tem este privilégio, o senhor ou toma, ou toma. O senhor é um viciado, um escravo do vício.

Guardando a bebida, concluiu:

- Ser livre é ter o poder da decisão.

Aquela visão estereotipada de que o cristão é preso a regrinhas religiosas não condiz com os ensinamentos de Cristo. Ele sempre combateu as regras ensinadas por homens. Adendos, Penduricalhos, Dogmas, Usos e Costumes com Status de Doutrina... Não passam de doutrinas de homens que foram acrescentando ao Evangelho seus dedões sujos.

Jesus alertou a respeito de pessoas cujos corações são cheios de regras de homens com status de divinas: - Hipócritas! Bem profetizou Isaías acerca de vocês, dizendo: "Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens" Mt. 15.7,8,9.

O Evangelho de Jesus é tão simples que nem os loucos errarão o Reino de Deus. Mas quando o orgulho humano não aceita algo que é de graça, começa a inventar dogmas para merecer a salvação. O preço já foi pago, ninguém merecia, mas Ele nos deu pela sua Graça.

Não precisamos de nenhum Adendo para a Fé. Temos tudo nas Sagradas Escrituras. Precisamos voltar à simplicidade do Evangelho de Cristo. Leia hoje mesmo este Evangelho, conheça Jesus e o receba como único e suficiente Salvador.

Todas as religiões levam a Deus? Um jornalista e apresentador de sucesso na televisão brasileira está para começar um novo programa –...

Todas as religiões levam a Deus?

Todas as religiões levam a Deus?
Todas as religiões levam a Deus?


Um jornalista e apresentador de sucesso na televisão brasileira está para começar um novo programa – e eu resolvi ler sua entrevista. Ele disse que vai discutir assuntos polêmicos, mas não quer se posicionar sobre nenhum deles:

— "Não será um tribunal".

O tal intelectual deu a entender que não está preocupado em esgotar um assunto, ou procurar o lado correto de um tema.

Ou seja, falar que alguma coisa é verdade, e que outra é mentira não está na moda. As pessoas que ousam falar em verdade absoluta são ridicularizadas. 


Está na moda dizer que tudo é relativo. Fizemos até uma expressão que sai da boca das pessoas automaticamente:

— "Eu acho que não tem nada haver".

Usamos este ditado sempre que nos falta o argumento. Queremos dar um jeitinho nas coisas. A verdade se tornou um subproduto da mente estereotipada de fanáticos.


Já dizia o famoso ditado romano:


"Todos os caminhos levam a Roma."

Tudo é bom. Tudo é relativo. Todas as religiões levam a Deus. E neste "relativismo burro" as pessoas também vão se "emburrecendo" – tanto na fé, como no pensamento secular. 

Analfabetismo funcional

Algumas pesquisas indicam que a maioria dos estudantes norte-americanos já não é capaz de entender corretamente uma simples página de jornal. No Brasil vemos crianças se tornando alienadas pelo método Freire de ensino nas escolas públicas – e os dados são ainda mais alarmantes.

Se não há uma verdade absoluta, porque buscá-la? As mentes vão se atrofiando – pois não sentem necessidade de se aplicar na busca pela verdade. Buscar conhecimento hoje não é para buscar a verdade, mas para conquistar coisas. 

Indiferença na igreja

Nas igrejas, igualmente, muitas pessoas ficaram sem desejo de se aprofundar no conhecimento pela verdade.

Basta-lhes um torrão de açúcar:

Uma mensagem ou canção carregada de emocionalismo barato.

Uma pregação neutra, estimulante, motivacional.

Uma benção; uma cura; uma prosperidade; um calmante espiritual; um entretenimento.

Algumas regrinhas religiosas, usos, dogmas, adendos, paliativos para a consciência que – prefere usar estas muletas – em vez de se aplicar na busca de Deus e sua verdade.

Falta compromisso com a verdade.


As boas obras não substituem a verdade

O Senhor Jesus nos revela que existe uma verdade absoluta e no que isto implica: 

— “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (Jo 8.32) 

A pessoa livre abre mão de toda e qualquer coisa pela excelência de algo maior.

É neste ponto que vão argumentar: 

— Existem coisas boas em todas as religiões. 

Mas este argumento é falho. Não estamos medindo a bondade, humanidade, cumplicidade ou fraternidade de ninguém. Boas obras são frutos da moralidade humana. Cremos que foi Deus quem fez do ser humano um ser moral. As boas obras, porém, não justificam o homem: 

— "Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos". (Ef 2:8,9,10)

Existe algo maior, pelo qual vale a pena abrir mão de todas as coisas. Estamos falando de uma verdade que possa ser acessível racionalmente – uma verdade absoluta. Dizer que todas as estradas são iguais é uma diplomacia barata. Em algum momento você precisa fazer uma renúncia, em favor deste ou daquele caminho. 


Confrontando nosso modelo de mundo 

Jesus nos conta que:

— "O Reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou". (Mt 13:45,46.) 

O Evangelho de Jesus nos confronta, de tal forma, a revermos nossos valores. Ou cremos nas miscigenações religiosas – ou cremos no Evangelho. Somos compulsoriamente levados a tomar uma decisão. A melhor decisão é abrir mão de tudo pela Pérola de Grande Valor. 

São caminhos evidentemente diferentes. Não levam ao mesmo lugar. Precisamos decidir:

Um dos dois – alguém está mentindo.

Não há como conciliar todas as religiões e Cristo. Ele reivindica ser: O Caminho, e a Verdade, e a Vida e diz que ninguém vai ao Pai senão por Ele. (Jo 14.6)

Ou Jesus foi:

1)      Um impostor.

Ou Jesus é:

2)      Deus.

Uma coisa anula a outra.


  • A primeira alternativa anula todo o cristianismo bíblico.



  • A segunda alternativa anula todas as demais religiões do mundo. Inclusive aquelas que se dizendo cristãs – adotam costumes e tradições do sincretismo religioso.


No entanto, em dois mil anos de história não houve quem pudesse provar que Jesus era um impostor.

1-      Em nenhum outro livro da antiguidade há tão farto testemunho ocular e documentos literários tão confiáveis como os que relatam a vida e o ministério de Jesus.

2-      A própria ciência pode corroborar os fatos históricos que envolvem os milagres, ressuscitamentos e a própria ressurreição de Jesus.

3-      Igualmente, nós mesmos somos testemunhas de que Cristo Vive e tem confirmado nossa pregação com muitos sinais, os milagres que seguem aqueles que creem.

Quando analisamos estas evidências e os demais testemunhos da natureza, da ciência e da cosmovisão cristã, chegamos ao ponto em que vemos lúcida e racionalmente: 

👉Se Cristo é quem disse ser, automaticamente não há como conciliar Cristo com as demais religiões. Somos compungidos a escolher entre a e b. Nem todos os caminhos levam a Roma. Existe uma verdade absoluta. E existe o erro.

A desculpa da interpretação bíblica

Vale ressaltar que explicar tudo como se fosse simplesmente uma questão de interpretação não é coerente. Os princípios hermenêuticos sacros são universais. O que ocorre é uma interferência humana elevando a tradição, confissão ou revelação acima da Bíblia. Quando a Bíblia interpreta a Bíblia, sem interferências, eu tenho a chance de decidir se vou aceitar o seu apelo ou não.


Falar que "todos os caminhos levam a Roma" é:


1-     "Para evitar a fadiga" – Como dizia o personagem do famoso seriado. Querem evitar o esforço de buscar a verdade.

2-      É a glorificação da preguiça intelectual.

3-      A adoração do que é fútil.

4-      A promulgação da lei do menor esforço.

Certo filósofo disse que duvidar de tudo é tão fácil quanto acreditar em tudo, pois ambas as alternativas não exigem o esforço de pensar, estudar e questionar.

Quando nos aprofundamos no estudo de Cristo, somos compelidos naturalmente e racionalmente a entender que não existe outro caminho, nem outra verdade, nem outra vida que valha a pena viver fora de Cristo. 


Queremos Deus?

A grande questão, portanto, não é decidir se Cristo é a verdade, pois como podemos ver anteriormente, isto nem está em questão.

A grande questão é:

Queremos a Cristo ou não. Cabe a cada um de nós decidir o que faremos de Jesus chamado o Cristo. Diremos sim, ou diremos não ao seu Reino. 

Ele pode mudar a sua história

Conhecer a história de Cristo e sua verdade absoluta é algo que pode ser feito racionalmente, mas conhecer o próprio Cristo, aquele que pode transformar a história de sua vida, intimamente, é apenas pela fé. Esta decisão só é possível ao ser humano pelo Espírito Santo de Deus, que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo.

Dê ouvidos ao Espírito de Deus. Dê um passo de fé. Se entregue a Ele!

1-Renove sua aliança com Cristo. Faça um compromisso com ele, de buscar e ter intimidade com ele.

2-Aceite o sacrifício da cruz, que Cristo fez por amar você. Aceite Jesus como único e suficiente Senhor e Salvador.

— “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade”. (2 Co 13.8)

Você foi abençoado com esta palavra? Ajude-me a expandir o alcance deste trabalho. Sua oferta é muito importante. Saiba como contribuir AQUI.



Conheça os meus livros AQUI

3 erros fatais de interpretação da Bíblia 3 erros fatais de interpretação da Bíblia Imagine-se lendo um jornal. A matéria diz que cas...

3 erros fatais de interpretação da Bíblia

3 erros fatais de interpretação da Bíblia

3 erros fatais de interpretação da Bíblia
3 erros fatais de interpretação da Bíblia

Imagine-se lendo um jornal. A matéria diz que casas ruíram no Japão durante um terremoto. Você pode interpretar o jornal do jeito que quiser? Você pode dizer que o autor está apontando a ruína dos valores morais das famílias, por exemplo?

E se no mesmo jornal diz que crianças na África estão passando fome? Cada um pode interpretar o texto do seu jeito? Posso dizer que o autor está reclamando a fome de cultura daquelas crianças? E outro leitor pode dizer que o escritor pensava na fome de educação talvez?

Não é possível interpretar o jornal assim.


Por que a única coisa que importa no jornal é aquilo que o autor quis dizer. Se não fosse por isto eu nem precisaria ler o jornal. E está claro que sabemos o que o articulista quis dizer ao comunicar a informação.

Porque cada um quer interpretar a Bíblia do seu jeito?

Existe uma multidão de pessoas dando a desculpa de que a Bíblia seria relativa  que depende de quem a interpreta. Na verdade isto não passa de uma desculpa esfarrapada de quem não quer repensar seu estilo de vida pecaminoso. Se a mensagem da Bíblia é clara eu sou obrigado a me posicionar diante de sua mensagem desafiadora.

3 erros fatais de interpretação da Bíblia

Não podemos negar que existem algumas fontes de mal interpretação da Bíblia. Isto faz algumas pessoas se sentirem confusas.

Os problemas de interpretação da Bíblia hoje partem de três principais fontes.

1. A tradição.

Algumas pessoas elevam a tradição acumulada em séculos de miscigenação religiosa como uma verdade infalível. Grandes ramos da cristandade por exemplo colocam a tradição em pé de igualdade com a Bíblia. 

Desta forma, ao ler uma Bíblia, o sujeito nunca deixa o texto falar para depois decidir se crê ou não no que está escrito. Ele faz a leitura com base nos conceitos do seu sincretismo religioso.

2. A confissão.

Existem muitas pessoas que já têm sua opinião formada sobre um assunto. Já confessam uma doutrina, dogma, ideia, filosofia, ou até mesmo um "modus vivendi". 

Ao recorrer à Bíblia, o fazem na caça dos textos provas de sua ideia preconcebida. Também não estão interessados em deixar a Bíblia falar o que quer falar. Não estão dispostos a mudar de opinião diante de novas evidências.

3. A revelação

De tempos em tempos surgem pessoas elevadíssimas com novíssimas revelações, visões e profecias. Nem os apóstolos e todos os homens e mulheres de Deus durante dois mil anos de história foram dignos de tais revelações. 

Diante de tamanha autoridade, o estudo sistemático da Bíblia se torna irrelevante. Basta catar alguns textos fora do seu contexto para corroborar a minha exclusiva visão. Paulo diz que se um anjo descer do céu ou se ele mesmo pregasse outro evangelho, não deveríamos dar crédito.

O que os 3 erros fatais de interpretação da Bíblia têm em comum?


Ambos fazem da exegese uma serva da dogmática. Ou seja, a Bíblia vira um livro onde busco textos provas para minha tradição,  confissão ou revelação pré-assumida. 

Exegese significa extrair de dentro para fora – é trazer à luz os pensamentos do escritor. Mas devido a grande autoridade da Bíblia, muitas pessoas desejam – ter dentro dela – a prova do seu ponto de vista. O leitor honesto, entretanto, se interessa apenas pelo que o autor quis dizer.

Texto sem contexto é pretexto de heresia.

O princípio correto ao pegar uma Bíblia na mão pra ler é: 

A Escritura interpreta a Escritura. 

Primeiro você a deixa falar, depois você decide se crê naquilo ou não. É mais bonito do que ficar maquiando a fé com ideias preconcebidas.

A agenda deveria determinar a credenda, e não o contrário. Significa dizer: o que eu vivo e creio – a credenda – não pode determinar o que já foi escrito – a agenda. A ordem natural das coisas é inversa.

Divergências periféricas

Existem pontos com legítimas divergências, mas não se tratam de temas centrais – e sim de assuntos periféricos que não põe em cheque a mensagem central.

São usos, costumes e ou liturgias, onde na maioria das vezes a Bíblia não manifestou relevância. Do mesmo modo, quem crê na Bíblia de verdade, não se estressa com estas vãs discussões.

Estas coisas não quebram o princípio da unidade escriturística. A teologia continua sendo universal. Precisamos sempre lembrar que o trabalho de interpretação da Bíblia Sagrada é científico. As regras de interpretação são universais. A hermenêutica sacra não pode ser vendida ao sabor de mimos pessoais.

Ao ler a Bíblia faça algumas perguntas.

1 – Quem escreveu?

2 – Qual o tempo e o lugar em que escreveu?

3 – Por que escreveu?

4 – A quem se dirigia o escritor?


5 – O que o autor queria dizer?

Lembre-se:

A Bíblia interpreta a Bíblia. 

Se as evidências levam você a rever os seus valores, seja humilde para reconhecer. Alguém disse que mudar de opinião é próprio dos sábios. E eu concordo com esta frase. Vá para onde as evidências te levarem.

Eu escrevi sobre a autenticidade das nossas cópias da Bíblia em outro artigo. Leia aqui.

Leia a Bíblia para ser sábio, creia na Bíblia para ser salvo, viva a Bíblia para ser santo.

"Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo". (Ap. 1:3)

Conheça Jesus e sua mensagem poderosa. Boa leitura.

Você foi abençoado com esta palavra? Ajude-me a expandir o alcance deste trabalho. Sua oferta é muito importante. Saiba como contribuir AQUI.


Conheça os meus livros AQUI