De tempos em tempos aparecem pessoas que dizem possuir novas e extraordinárias revelações. Nem mesmo todos os pais da igreja e dois mil a...

Socialismo na igreja não!



De tempos em tempos aparecem pessoas que dizem possuir novas e extraordinárias revelações. Nem mesmo todos os pais da igreja e dois mil anos de história foram dignos da iluminação do seu "pensamento criador". Tal é a ideologia de Gustavo Gutiérrez, Leonardo Boff, Míguez Bonino entre outros, que expressam sua hipótese de que nem catolicismo, nem protestantismo se encontraram com o pensamento bíblico quanto a vocação humana da fé cristã.

Um primeiro exemplo disto se observa nas reinterpretações de textos bíblicos sob os interesses da Teologia da Libertação. Bonino teoriza que as "lutas sócio-políticas" fazem parte da reconciliação do homem com Deus. Ignora, portanto, o objetivo dos escritores bíblicos. O hábil escritor anuncia outro evangelho que dá ênfase a tudo que é palpável, material, concreto, histórico e minimiza o conceito transcendental da fé cristã. Temos aí ao invés de uma Teologia, uma hermenêutica manipulada pelo ímpeto venal humano de autossuficiência. Uma interpretação baseada em conceitos previamente assumidos rouba da Teologia seu propósito em busca da verdade, quando a verdade se torna uma mera bandeira marqueteira, notamos germinar as ideologias, que das escrituras têm apenas uma releitura tendenciosa.

É próprio ressaltar que todo ser humano, em sã consciência, haverá de repugnar o sofrimento, opressão, miséria e privações dos direitos humanos. Mas o fato de reprovarmos estas arengas repulsivas e profanas, não pode nos fazer ingênuos ao ponto de aceitarmos tacitamente os pontos ideológicos da tal proposta e chamada "Teologia Latino-americana". A ideia do colonialismo imperialista, emprestada do marxismo nada tem a ver com o Evangelho de Jesus, que a despeito de ser contemporâneo dos desmandos do império romano, não perdeu o seu foco de trazer a humanidade uma nova dimensão de vida, através do que chamou: "nascer de novo". Faz-se, portanto, inapropriado usar conceitos materialistas e ateus com roupagens cristãs, pois são desculpas veladas para angariar números também dentro das igrejas em prol dos conceitos utópicos, opressores e alienadores do socialismo.

Também não ignoramos o fato de todo cidadão cristão ter atuação política, e liberdade de consciência, para decidir entre a mão direita e a esquerda. No entanto, usar a fé cristã, maquiando-a para servir aos seus propósitos políticos é inaceitável. Não podemos promover uma "jihad islâmica" ou guerra santa só porque achamos que nossa posição política é a salvação do mundo. De fato, em diversos movimentos populares por toda a América Latina afastam pessoas de Cristo ao leva-las ao caminho do ódio, inclusive mencionando reiteradas vezes desprezo a outros povos, como EUA entre outros. A propaganda contra o que chamam de potências opressoras, é de fácil consumo na mídia, escolas, universidades e agora em algumas igrejas que querem unir Cristo e Marx.

Concluímos que usar viés religioso na política é tornar sagrada uma opinião em detrimento das outras, uma vez em nome da fé, não se pode pedir desculpas e dizer que Deus estava errado, afinal foi empenhado a honra do próprio Deus em suas palavras. E já que sabemos que Cristo não emitiu opinião política, quem o faz em seu nome assume seu status (o status de deus) e sua infalibilidade. Por isto não podemos tornar sagrada uma opinião particular, já que mudar de opinião é próprio de homens sábios. Quando usamos uma instituição religiosa para amparar ideias políticas é como promulgar uma ideia infalível.