Na igreja primitiva os recursos humanos sempre são prioridades. Leiamos como exemplo, a recomendação de Paulo em 1 Tm 5.17-18 (Bíblia Viva)...

Chamados Para A Infantaria do Evangelho

Na igreja primitiva os recursos humanos sempre são prioridades. Leiamos como exemplo, a recomendação de Paulo em 1 Tm 5.17-18 (Bíblia Viva): “Os pastores que fazem bem o seu trabalho, devem ser bem pagos e altamente estimados, de maneira especial aqueles que trabalham arduamente, tanto pregando como ensinando. Porque as Escrituras dizem: - Nunca amarre a boca de um boi quando ele está pisando o grão, deixe-o comer enquanto anda! E em outro lugar: Aqueles que trabalham, merecem pagamento!”.
O mesmo Paulo falou de sua gratidão aos filipenses – O caixa tinha recursos suficientes, não só para suprir os grandes projetos, como garantir o sustento de Paulo e seus companheiros. Lemos em Fp 4.17-18: “Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que aumente a vossa conta. Mas bastante tenho recebido e tenho abundância; cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus”. Não é a toa que um grupo tão pequeno, debaixo de perseguição religiosa, numa época de transportes precários e meios de comunicação extremamente lentos, alcançou todo o mundo conhecido de sua época. E nós com todo potencial dessa era da informação? Estamos cobrindo nossos soldados de infantaria? Os chamados à infantaria muitas vezes não têm recebido cobertura de artilharia. O Senhor procura pessoas que possam contribuir para alcançar esta geração. Por isto Paulo pergunta aos Romanos: “-E como pregarão, se não forem enviados? Assim como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam coisas boas”! (Rm 10.15).
O dever de contribuir com a pregação da Palavra não é para alguns. É para todos. Se o problema fosse monetário, Deus levantaria o top 10 da Forbes e tudo estaria resolvido. Mas o princípio da contribuição é um privilégio. Deus não criou todas as pessoas de uma só vez, antes repartiu conosco a responsabilidade, somos cooperadores da criação, gerando crianças e forjando caráter. Da mesma forma somos cooperadores da Missão de Deus na terra. (I Co 3.9). Eu tive um pastor que certa vez investiu vinte mil reais de seu bolso na obra. Não fez campanha, não quis incomodar ninguém. Levantou o custo do projeto, viu que tinha aquele valor e pagou sozinho, sem pedir um centavo a ninguém. Sentia-se intimidado pelo rótulo (“Pidão”, Mercenário, Ladrão) que colocam sobre os pastores que se lançam na infantaria. Tempos depois, em uma necessidade pessoal, orou lembrando que havia pagado sozinho aquele projeto. Disse que tinha contribuído com a obra de Deus. Ele mesmo conta que o Espírito Santo falou claramente ao seu coração. “- Você me atrapalhou, tirou a oportunidade de muitas pessoas serem abençoadas e participar da minha obra”! Ele entendeu o coração de Deus, que convida todos a participar deste propósito de fé, porque Ele quer se revelar a todos. Há muitos anos atrás um menino viu uma irmã embalando provisões. Seriam enviadas a um campo missionário da Birmânia. Tudo o que ele tinha era uma moeda, e na sua simplicidade resolveu investir em Missões. Só deu para comprar um folheto. A irmã colocou o impresso dentro de uma caixa de remédios e despachou. O folheto caiu nas mãos de um dos chefes da Birmânia, que se converteu lendo aquela mensagem. Mais tarde, aquele homem compartilhou sua regeneração com seus amigos. Muitos se converteram, então solicitaram um missionário para aquela região. Registra-se na história que cerca de quinze mil pessoas foram atingidas, direta ou indiretamente. Tudo devido a uma pequena moeda, que era tudo para aquele menino. Todo projeto missionário necessita de dinheiro. Não uma oferta simbólica, mas um valor que tenha significado para mim mesmo. Uma semente missionária.
Observe a combinação das expressões de At 13.3,4: “...os despediram...”  e “...enviados...”. A Igreja de Antioquia comissionou os missionários, e subentende-se que também proveu os custos do projeto missionário. Somos um exército, com infantaria lutando cara a cara com o inimigo, e a artilharia dando cobertura aos chamados à infantaria. Assumimos grandes compromissos com este projeto digital. Site, blog, redes, vídeos, áudios, textos e milhares de acessos. A infantaria assume riscos e responsabilidades. Estamos dispostos a contribuir até que ponto na grande Causa? Que possamos entender a oportunidade que Deus nos dá. Vamos contribuir, mas não de maneira simbólica e sim de forma substancial.