A Bíblia é machista? A Bíblia é machista? Frequentemente acusam a Bíblia de ser machista. No entanto, em nenhum outro livro da antigu...

A Bíblia é machista?

A Bíblia é machista?

A Bíblia é machista?
A Bíblia é machista?

Frequentemente acusam a Bíblia de ser machista. No entanto, em nenhum outro livro da antiguidade encontramos tanta moderação. A Bíblia passou por cima dos preconceitos de uma época onde se discutia se mulher tinha alma  – e a declaração de bens do cidadão constava o número de suas mulheres.

Foi nesta época que Israel foi governado pela juíza Débora durante longos anos e com estabilidade e prosperidade.

Quando vou fazer uma crítica de um livro, não fico procurando textos provas de uma ideia que já preconcebi. Primeiro leio o livro inteiro, depois descubro sua mensagem áurea, seu propósito, a evolução de um tema... 

Machismo no Brasil

Faz 129 anos que o Brasil deixou de ter a primeira chefe de estado mulher  a Princesa Isabel. Ela foi impedida de assumir o trono por preconceito da oligarquia da época. Há milhares de anos isto foi possível em Israel. De fato sempre existiram abusos na história da humanidade, estranho seria se a Bíblia o omitisse. Seria um falso moralismo.

Até o fim do império, o Brasil foi a segunda maior democracia do mundo. Votavam mais de 8% da população. Já na república esse número caiu para pouco mais de 2%, e as mulheres não votavam. Não estou falando de 3500 A.C, mas de 1934, ano em que se reconheceu a capacidade da mulher de votar no Brasil.
Agora o que dizer de milênios atrás?

O contexto bíblico

A revelação de Deus através da Bíblia é progressiva, começando por Abrão o Caldeu vem se desenrolando e moderando aqueles povos primitivos até chegar à plenitude dos tempos – quando se revela plenamente em Cristo. É um período de aproximadamente 1500 anos.

Não podemos exigir que povos de 3500 anos atrás tivessem a evolução social de hoje  nunca foi este o papel da Bíblia. Portanto, homens ou mulheres, todos estavam debaixo do mesmo sol, sofrendo as injustiças causadas pela entrada do pecado no mundo.

A Bíblia é machista?

A Bíblia trata de outro tema  a revelação progressiva de Deus a humanidade. E quanto mais o homem se aproxima de Deus, mais pode amar o seu próximo.

As leis mosaicas, por exemplo, eram as mais justas e brandas da época. Moderavam práticas arraigadas no seio da sociedade – como por exemplo, a poligamia. 

O leitor apressado não deve pensar que há aqui uma defesa da poligamia. As leis mosaicas traziam uma moderação de uma prática que já existia. Encontramos em Moisés os limites para uma prática enrustida na alma do povo e fortemente enraizada naquelas culturas.

Paulo é machista?

O texto preferido dos acusadores da Bíblia é I Co 14 onde Paulo puxa a orelha de algumas mulheres – pedindo silêncio em prol da ordem no culto. 

Mas na mesma carta, no capítulo 11.5, é reconhecido por Paulo que mulheres orem e profetizem em voz alta na Igreja  desde que respeitando um costume local de usar o véu.

(Preste atenção: "o costume de usar véu era uma prática local". Mulheres sem véu e com cabelo cortado eram confundidas com as prostitutas daquela cidade portuária. A igreja não lograria credibilidade se não mantivessem os costumes sociais da época.) 

Se Paulo não está proibindo que mulheres falem no culto  o que quis dizer em I Co 14?

Da mesma forma que no capítulo onze, o foco é cultural. Paulo está censurando uma desordem própria das famílias de Corinto. Os cristãos desta cidade eram arrogantes, encrenqueiros e estavam em discrepância com as demais congregações. 

Por várias vezes Paulo chama Corinto a racionalidade de: "nós e as Igrejas de Deus não temos tal costume." 

Eles eram desorganizados desde o culto litúrgico, passando pelo uso dos dons espirituais, crises de liderança e disputas diversas.  Paulo está falando com relação as mulheres, que igualmente eram alvoroçadoras.

Se Paulo estivesse proibindo as mulheres de falar no capítulo 14, porque considerou isto legítimo no capítulo 11? Claro, só na cabeça de gente com idéias preconcebidas.

Mais costumes

Naquela época as mulheres sentavam-se separadas dos maridos. Mas as mulheres de Corinto não sentiam a solenidade das reuniões  e interpelavam seus maridos sentados do outro lado do recinto – a respeito de qualquer assunto. 

Paulo estava incomodado com o barulho das mulheres no trato com seus filhos, maridos e outras fontes de conversas nas reuniões solenes.

Paulo não proíbe o falar oficial

Não quero ser chamado de machista, mas poucas coisas causam mais confusão no pensamento do orador do que o burburinho que vem da seção das mulheres. E pelo jeito em Corinto, Paulo um pregador não tão eloquente perdia até o raciocínio em suas longas preleções. 

O verbo grego usado por Paulo é "lalein". Diz respeito ao falar de forma geral, sem conotação com o falar oficial na Igreja. 

Então Paulo não está proibindo mulher de pregar, cantar, profetizar ou exercer qualquer ofício na igreja. Está de uma vez por todas pedindo silencio. 

Que resolvam suas diferenças em casa. 

Mais ou menos como meu professor chamava atenção da gente:

–– "Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha". 

Se Paulo instigasse o preconceito, não citaria tão honrosamente ilustres mulheres da Igreja Primitiva.

Mulheres honradas na igreja primitiva

"A nossa irmã Febe, diaconisa da igreja de Cencreas" (Rm 16.1)

No original grego Paulo usa exatamente esta palavra: "διακονος  –diakonos"

Febe reunia uma congregação em sua casa. 

Existe na Bíblia o relato de muitas conversões. Tanto de homens como de mulheres. A igreja era constituída de todas as classes sociais  incluindo escravos. 

Atos cita a conversão de: 

"senhoras das mais distintas". (Atos 17.12)

Em Atos 16.14 temos o relato da casa de Lídia, vendedora de púrpura. Ela também tinha uma igreja em sua casa. Paulo igualmente usa para ela o termo grego "diakonos"  ministro. Quando Paulo defendia sua autoridade como homem de Deus, aplicava a si próprio essa palavra.(2 Cor 3.6; 6.4) E quando fazia menção dos seus títulos de honra, incluía o mesmo termo – "diakonos"  que usava para as mulheres. (2 Cor 11.21-23).

Mais honra na Bíblia para as mulheres

Paulo tratava mulheres como – "nossa irmã". Não se trata de um jeito carinhoso de falar. Este era um título particular para os que ocupavam um lugar de autoridade na sua congregação. Eram os cooperadores diretos dos apóstolos. Este título foi usado, por exemplo, com Timóteo (2 Cor 1.1; Fm 1) e Sóstenes (1 Cor 1.1).

O chamado de Priscila

Paulo chama Priscila e Áquila de meus colaboradores em Cristo Jesus. Este casal é citado muitas vezes pela sua importância na igreja primitiva. (At 18.2; 18.18,26; 1 Cor 16.19-20; 2 Tm 4.19) Como todos já perceberam, quem vem em primeiro lugar  é a mulher Prisca (ou Priscila). O que era antinatural para a cultura machista da época. Mas não na fé cristã.

Mais mulheres honradas na Bíblia

Maria, Trifena, Trifosa e Pérside aparecem na Bíblia com a utilização por Paulo de um verbo grego técnico: "kopiao". Igualmente ele usava este termo para defender seu trabalho como missionário. (1 Cor 15.10; Gl 4.11; Fp 2,16; Cl 1.29) Ele também usa a mesma palavra para outros missionários do sexo masculino. (1 Cr 116.16; 1 Ts 5.12; 1 Tm 5.17). Alguém fez uma curiosa observação: 

–– Este verbo é sempre aplicado a coletivos, exceto para as mulheres, onde é aplicado a cada uma delas em especial.

Apóstola na Bíblia

Também encontramos no texto de Paulo referência a Andrônico e Júnia sendo chamados de apóstolos insignes. 

A dificuldade que colocava o fato de uma mulher – "Júnia"  ser "apóstolo" levou a igreja romano séculos mais tarde a converter a mulher "Júnia" no homem "Junias". 

R. Aguirre explica que: 

"Rapidamente o preconceito androcêntrico considerou intolerável que se chamasse apóstolo a uma mulher e os comentaristas freqüentemente converteram Júnia num homem, o que não é sustentável. Outras vezes, quando aceitavam que se tratava de uma mulher, diziam que é apóstolo, mas "em sentido amplo".

Machismo na igreja medieval

Sempre levantam a questão da Idade Média e os absurdos cometidos pelo catolicismo e sua herança na sociedade. Porém esta instituição não representa nem de longe a mensagem cristã.

O catolicismo perseguiu não só mulheres, mas também as genuínas igrejas cristãs que se reuniram clandestinamente desde o imperador Teodósio até idos do século XIV.

E então? A Bíblia é machista?

Como se vê na Bíblia, as mulheres, em vez de serem discriminadas – e apesar das pressões culturais da sua época  na prática eram as que mais atuavam na igreja

O trabalho das mulheres ficou registrado por Paulo, demonstrando seu carinho e reconhecimento. 

Como negar os efeitos dessa liberdade feminina em nossa cultura hoje? O machismo era um retrato social da época. Mas ao contrário do que dizem, jamais o foi por força de uma fé opressora. A fé cristã trouxe libertação para as mulheres.

Jesus é a revelação plena de Deus e seus propósitos

Para enterrarmos este preconceito em relação à Bíblia, devo citar o exemplo de nosso mestre Jesus. Basta ver como tratou as mulheres  abrindo um precedente na história  possibilitando tantas conquistas femininas. 

O exemplo de Jesus merece um estudo a parte. 

É no mínimo desconhecimento, falar que há preconceito por gênero na Bíblia. 

Tome uma decisão hoje. 
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