3 erros fatais de interpretação da Bíblia 3 erros fatais de interpretação da Bíblia Imagine-se lendo um jornal. A matéria diz que cas...

3 erros fatais de interpretação da Bíblia

3 erros fatais de interpretação da Bíblia

3 erros fatais de interpretação da Bíblia
3 erros fatais de interpretação da Bíblia

Imagine-se lendo um jornal. A matéria diz que casas ruíram no Japão durante um terremoto. Você pode interpretar o jornal do jeito que quiser? Você pode dizer que o autor está apontando a ruína dos valores morais das famílias, por exemplo?

E se no mesmo jornal diz que crianças na África estão passando fome? Cada um pode interpretar o texto do seu jeito? Posso dizer que o autor está reclamando a fome de cultura daquelas crianças? E outro leitor pode dizer que o escritor pensava na fome de educação talvez?

Não é possível interpretar o jornal assim.


Por que a única coisa que importa no jornal é aquilo que o autor quis dizer. Se não fosse por isto eu nem precisaria ler o jornal. E está claro que sabemos o que o articulista quis dizer ao comunicar a informação.

Porque cada um quer interpretar a Bíblia do seu jeito?

Existe uma multidão de pessoas dando a desculpa de que a Bíblia seria relativa  que depende de quem a interpreta. Na verdade isto não passa de uma desculpa esfarrapada de quem não quer repensar seu estilo de vida pecaminoso. Se a mensagem da Bíblia é clara eu sou obrigado a me posicionar diante de sua mensagem desafiadora.

3 erros fatais de interpretação da Bíblia

Não podemos negar que existem algumas fontes de mal interpretação da Bíblia. Isto faz algumas pessoas se sentirem confusas.

Os problemas de interpretação da Bíblia hoje partem de três principais fontes.

1. A tradição.

Algumas pessoas elevam a tradição acumulada em séculos de miscigenação religiosa como uma verdade infalível. Grandes ramos da cristandade por exemplo colocam a tradição em pé de igualdade com a Bíblia. 

Desta forma, ao ler uma Bíblia, o sujeito nunca deixa o texto falar para depois decidir se crê ou não no que está escrito. Ele faz a leitura com base nos conceitos do seu sincretismo religioso.

2. A confissão.

Existem muitas pessoas que já têm sua opinião formada sobre um assunto. Já confessam uma doutrina, dogma, ideia, filosofia, ou até mesmo um "modus vivendi". 

Ao recorrer à Bíblia, o fazem na caça dos textos provas de sua ideia preconcebida. Também não estão interessados em deixar a Bíblia falar o que quer falar. Não estão dispostos a mudar de opinião diante de novas evidências.

3. A revelação

De tempos em tempos surgem pessoas elevadíssimas com novíssimas revelações, visões e profecias. Nem os apóstolos e todos os homens e mulheres de Deus durante dois mil anos de história foram dignos de tais revelações. 

Diante de tamanha autoridade, o estudo sistemático da Bíblia se torna irrelevante. Basta catar alguns textos fora do seu contexto para corroborar a minha exclusiva visão. Paulo diz que se um anjo descer do céu ou se ele mesmo pregasse outro evangelho, não deveríamos dar crédito.

O que os 3 erros fatais de interpretação da Bíblia têm em comum?


Ambos fazem da exegese uma serva da dogmática. Ou seja, a Bíblia vira um livro onde busco textos provas para minha tradição,  confissão ou revelação pré-assumida. 

Exegese significa extrair de dentro para fora – é trazer à luz os pensamentos do escritor. Mas devido a grande autoridade da Bíblia, muitas pessoas desejam – ter dentro dela – a prova do seu ponto de vista. O leitor honesto, entretanto, se interessa apenas pelo que o autor quis dizer.

Texto sem contexto é pretexto de heresia.

O princípio correto ao pegar uma Bíblia na mão pra ler é: 

A Escritura interpreta a Escritura. 

Primeiro você a deixa falar, depois você decide se crê naquilo ou não. É mais bonito do que ficar maquiando a fé com ideias preconcebidas.

A agenda deveria determinar a credenda, e não o contrário. Significa dizer: o que eu vivo e creio – a credenda – não pode determinar o que já foi escrito – a agenda. A ordem natural das coisas é inversa.

Divergências periféricas

Existem pontos com legítimas divergências, mas não se tratam de temas centrais – e sim de assuntos periféricos que não põe em cheque a mensagem central.

São usos, costumes e ou liturgias, onde na maioria das vezes a Bíblia não manifestou relevância. Do mesmo modo, quem crê na Bíblia de verdade, não se estressa com estas vãs discussões.

Estas coisas não quebram o princípio da unidade escriturística. A teologia continua sendo universal. Precisamos sempre lembrar que o trabalho de interpretação da Bíblia Sagrada é científico. As regras de interpretação são universais. A hermenêutica sacra não pode ser vendida ao sabor de mimos pessoais.

Ao ler a Bíblia faça algumas perguntas.

1 – Quem escreveu?

2 – Qual o tempo e o lugar em que escreveu?

3 – Por que escreveu?

4 – A quem se dirigia o escritor?


5 – O que o autor queria dizer?

Lembre-se:

A Bíblia interpreta a Bíblia. 

Se as evidências levam você a rever os seus valores, seja humilde para reconhecer. Alguém disse que mudar de opinião é próprio dos sábios. E eu concordo com esta frase. Vá para onde as evidências te levarem.

Eu escrevi sobre a autenticidade das nossas cópias da Bíblia em outro artigo. Leia aqui.

Leia a Bíblia para ser sábio, creia na Bíblia para ser salvo, viva a Bíblia para ser santo.

"Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo". (Ap. 1:3)

Conheça Jesus e sua mensagem poderosa. Boa leitura.

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