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O Valor Das Chuvas


Essa flor de nossa foto, açoitada pela chuva, poderia imaginar o bem que está recebendo? Se eu puder louvar a Deus em meio aos açoites da vida, também vou colher alegremente seus benefícios.
Tem gente que só quer sol. Não sabe o valor da chuva. Se quisermos dar frutos precisamos tanto da chuva como do sol.
Como é uma pessoa que só quer sol?
É a pessoa que ainda não entendeu o evangelho. Ou que vive ludibriada por outro evangelho, o evangelho do oba-oba, do receba-receba, do espetaculoso.
Fomos chamados para dar frutos. Apesar disto alguns cristãos estão preocupados apenas em consumir bênçãos e revelações. - O que importa para ele é a dor da sua barriga, já que “o seu deus é o seu ventre”. (Fp 3.19)
Entretanto, se um crente entende o dever de frutificar, também entende que vida cristã não se constitui de dias ensolarados apenas, mas haverá chuvas. 

Essas chuvas, por vezes acompanhadas de ventos, mechem com nossa estrutura, mas no fim estaremos mais fortes. Esses aguaceiros costumam açoitar as folhagens e parece que nada de bom podemos esperar em meio ao tempo fechado em nossa vida. Mas, ao contrário disto, a revelação bíblica mostra um Deus que não nos poupa da chuva, mas caminha conosco em nossa prova. (Is 43.1-3; Rm 8.28; Gn 50.20, SI 23.4) E no final mostra-nos o grande valor da chuva para uma vida frutífera: “E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho”. (Fp 1.12).

Ainda que as circunstâncias pareçam irreversíveis do meio da tromba d’água, a razão do nosso louvor continua sendo Deus: “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação. (Hc 3.17,18) 
Então podemos nos alegrar até nas tribulações (Rm 5.3-5; Tg 1.2).

O Apóstolo Pedro mostra que os ímpios não entendem como alguém se alegra no meio da prova (I Pe 4.4-6). Como que Jó, mesmo depois de perder tudo, prostrado na cin¬za, ainda glorifica a Deus? “ ...o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!” (Jó 1.21). Como Paulo e Silas, depois de açoitados em praça pública e jogados no cárcere, cantam na prisão à meia-noite? E foi isto que marcou os pri¬sioneiros e trouxe salvação ao carcereiro e à sua família (At 16.25-34). Como o diácono Estêvão, mesmo sendo acusa¬do injustamente, tem um brilho no rosto como se fosse um anjo; mesmo apedrejado, intercede por seus inimigos (At 6.15-7.53). Jesus, mesmo pregado na cruz, tem pala¬vras de amor nos lábios (Lc 23.34).

Ao final de tudo àqueles que não entendem o valor da chuva - que só querem sol - murcharão como uma verdura sem água no sol causticante (Sl 37. 2). Mas aqueles que aceitam as chuvas do Senhor, ainda que pareçam momentaneamente desconfortáveis, vão reverdecer e frutificar para glória de Deus.

“Ele é o que cobre o céu de nuvens, o que prepara a chuva para a terra, e o que faz produzir erva sobre os montes.” (Sl 147.8).