Partindo do princípio da comunicação, do latim “ communicare”, “ tornar comum”, entendemos que nossas músicas e mensagens devem tornar...

A Igreja brasileira e os limites e meandros culturais, rítmicos e acústicos da sociedade moderna.



Partindo do princípio da comunicação, do latim “communicare”, “tornar comum”, entendemos que nossas músicas e mensagens devem tornar comum a mensagem do coração de Deus ao coração humano. Neste sentido, a sociedade moderna não vai conseguir identificar a essência do evangelho se a “comunicação” não a tornar comum, em sua linguagem e cultura. – “Que adianta falar em mandarim para fregueses brasileiros”? Pergunte aos negociantes chineses. E que adianta usar uma liturgia que não consegue se comunicar com nossa geração. Paulo pergunta: 

“... se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?” (1 Co 14.8). 

Nosso trabalho é baseado na audição da Palavra: 

“... a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” (Rm 10.17). 

Como posso ser ouvido, falando de forma cerimonial e distante, cantando músicas que não estabelecem contato algum com a linguagem e cultura das pessoas? Nossa liturgia deve sim respeitar os limites e meandros culturais, rítmicos e acústicos da sociedade moderna. Vivemos uma revolução cultural. As pessoas ouvem música no mercado, no shopping, no ônibus, no carro, na rua, nas publicidades, nas mais diversas mídias digitais e, portanto, têm um ouvido muito mais afinado do que a 30 ou 40 anos atrás. Seria um ótimo exercício de domínio próprio, suportarem os improvisos e anacronismos de algumas congregações, mas jamais poderão exercer o fruto do Espírito sem antes entenderem e receberem a mensagem da cruz. Muita evasão de igreja seria contida se houvesse uma comunicação dinâmica em nossas músicas e mensagens.


Leia mais sobre os