A história de José é a trajetória de um sonhador. E neste quesito seu apelo é universal. Quem não sonha? Todos aspiram, anelam, imagi...

Ele prosperou onde todos fracassaram.



A história de José é a trajetória de um sonhador. E neste quesito seu apelo é universal. Quem não sonha? Todos aspiram, anelam, imaginam e às vezes até devaneiam. Entretanto a história de José não é mais uma quimera. Seus sonhos nos ensinam como sonhar. 
Esta é uma das histórias que mais gosto. É tão encantadora quanto importante. Ocupa cerca de um terço do livro de Gênesis, traçando os alicerces de um povo. Mostra superação, nos anima e nos encoraja a lutar pelos nossos ideais. Na verdade, com José aprendemos que nossos sonhos também podem ser os sonhos de Deus. É claro que o salmista já nos avisou que “não dorme nem tosqueneja o guarda de Israel”. Mas não é do sonho de quem dorme que estamos falando somente. Estou falando de projetos. Sim José nos ensina que vale a pena viver os projetos de Deus. Sonhar os sonhos de Deus.
Apesar de tudo, José foi vendido como escravo pelos próprios irmãos. Imagine um adolescente, queridinho do papai, acostumado com o melhor em sua casa, agora acorrentado, viajando a pé, puxado como um animal. A viagem seguramente durava mais que 30 dias a pé. Este poderia ser o momento em que sua confiança em Deus pudesse desmoronar. Talvez derretesse como cera sob o sol causticante da jornada. Mas se a cera derrete no sol, o barro endurece - debaixo do mesmo sol. E a confiança de José em Deus não era de cera, era de barro mesmo.  Sua segurança em Deus foi moldada pelo sofrimento.
Imagine você. A mesma confiança em Deus que o fez perder tudo deveria continuar existindo naquele coração? Ora, foi por causa da sua fidelidade a Deus que toda aquela dor dilacerava sua vida. Porque cargas d’águas deveria ele continuar fiel e confiante nestas promessas? Na verdade, o que o manteve vivo foi sua fé e um conhecimento pessoal de Deus. Não apenas sobreviveu, mas também prosperou onde muitos teriam fracassado em seu lugar. 
Todos nós em algum detalhe, ou vários, nos identificamos com a história de José. Ele foi traído e ejetado de sua família. Foi vendido por dinheiro. Humilhado em sua condição de escravo. Foi envolvido em uma tentação sexual, e ainda castigado por fazer o correto. Suportou uma longa prisão. E por fim foi esquecido por aqueles a quem um dia ajudou. Mas ao ler a sua história, encanta-nos perceber a reação de José em cada afronta. Ele sempre reagia positivamente. É isto que o fazia prosseguir. Foi assim que cada queda se transformava em um passo para frente.
Eu não posso dizer quanto tempo José ficava se perguntando: -“Porque? Porque isto aconteceu comigo?” José era uma pessoa de carne e osso como eu e você. Não era um super- herói. Também estava sujeito às crises existenciais que atingem todos nós. Mas é certo que sempre superava essas crises. 
E como é possível superar uma crise existencial?
Simples. Conseguindo mudar a pergunta que a crise trás. 
Em vez de perguntar: 
-“Porque?”
Eu devo perguntar: 
-“O que devo fazer agora?”
 Todos que conheceram José percebiam Deus em sua vida, apesar de todos os pesares. Isto pelo fato de sempre fazer a pergunta certa. Não deixando de confiar em Deus. 
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