De tempos em tempos surgem comportamentos no meio evangélico que muito se parece com a moda secular. E está na moda uma grande ênfase ao ...

4 segredos de Daniel para nossa geração


De tempos em tempos surgem comportamentos no meio evangélico que muito se parece com a moda secular. E está na moda uma grande ênfase ao jejum de Daniel. E realmente precisamos reconhecer que ele viveu grandes proezas em meio às dificuldades de sua geração. Eu não estou escrevendo este artigo para tirar seu estímulo de fazer o propósito das sete semanas - quero que o faça. Mas antes quero deixar bem claro que a automatização do mundo moderno não se aplica à esfera espiritual. Este não é imediato como acender a luz da sua sala. Daniel tinha alguns segredos que explicam a sua jornada de escravo a governador da Babilônia.

Quem é esse moço? 

Era um adolescente entre quinze e dezoito anos quando foi tirado da sua terra como prisioneiro de guerra. Foi levado a uma terra distante, a fim de ser aculturado e preparado para as demandas de um império em expansão. Junto com ele, muitos outros jovens foram dilacerados pela dor da separação de suas famílias. Muitos perderam sua fé ali mesmo, diante do horror da guerra. Outros foram terminar de desmoronar comprados pelo glamour, luxo e opulência da cidade grande – Babilônia.

— “O homem que se vende, recebe sempre mais do que vale”. (Barão de Itararé)

Daniel é exemplo de uma fé viva. Como escravo ou poderoso estadista se tornou modelo para uma juventude corajosa. Modelo para a vida acadêmica. Inflexível em suas batalhas espirituais. E com tudo isso ainda foi trombeta de Deus para sua geração, e para todas as gerações “até que chegue o fim” (Dn 12.13).

Alguém já deve estar perguntando. E os quatro segredos de Daniel? Devo dizer que são tão simples que parece mero clichê religioso. Mas é tão poderoso que ultrapassa os conceitos religiosos.

Vamos ver cada um desses ingredientes?

1. Santidade.

Muitos confundem a palavra santidade com perfeição. Até criaram um panteão de semideuses que em tese podem ouvir nossas orações, porque seriam santos - perfeitos. Mas santidade no sentido de perfeição aplica-se unicamente à Deus. Não somos perfeitos mas estamos falando de uma santidade que a Bíblia requer dos filhos de Deus – algo completamente acessível em Cristo. Deus não pediria de seus filhos uma coisa impossível. Portanto, a palavra santidade tem um significado: – “separação”. Ser santo é ser propriedade exclusiva do Senhor. É decidir viver o melhor de Deus nesta terra. É ter coragem de dizer não para o mundo e sim para Deus.
Daniel viveu um período terrível em sua infância e adolescência. O último avivamento havia ocorrido na época do rei Josias, mas agora as turbas não queriam saber de Deus e sua palavra. Justamente por isto o juízo veio a galope e a terra foi devastada pela guerra. Mas enquanto a lógica filosófica do comunismo ensina que o homem é um produto do seu meio, Daniel mostra que a santidade é possível, mesmo em meio a um mundo apodrecido. Você pode sim ser diferente na sala de aula, no trabalho ou no convívio social sem vender sua fé.
Um facho de luz pode ser apontado para qualquer imundície. Por mais sujo que estiver o lugar, a luz jamais vai se contaminar. Isto é santidade. Jesus nos chamou para ser a luz do mundo.
"E Daniel assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar." (Dn 1.8)

2. Oração

Quando Deus nos criou, seu maior prazer era, todos os dias, pela viração do dia vir bater um papo com Adão e Eva. Fomos feitos à sua imagem e semelhança. Precisamos nos comunicar com ele. É como o respirar do espírito. Muitas vezes as circunstâncias de nossa vida mudam, mas a nossa vida de oração não pode ser negociada ao sabor das circunstâncias. 

"Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer." (Dn 6.10)

Mesmo diante da pena capital, Daniel não deixou de ser um homem de oração.
O exemplo de Daniel também nos ensina que, tudo o que é importante para nós, deve achar uma reserva em nossa agenda. Se a oração é importante para nós, com certeza vamos dedicar um bom tempo para ela. Se não agendarmos nossa vida de oração, não vamos orar nunca como convém. Três vezes por dia Daniel orava e dava graças diante do seu Deus.

3. Jejum

O exemplo de Daniel também adentra ao campo da batalha espiritual, através do jejum. Não que o poder esteja no fato de abster-se de alimentos. Não basta passar fome. Daniel sabia que quebrantando os sentidos do corpo físico, com propósitos espirituais, obteria maior sensibilidade espiritual.

Inúmeras são as bênçãos espirituais que podemos exaurir através do jejum.

Daniel tinha dons do Espírito Santo. (Dn 5.12)
Daniel conseguia através do jejum, ter uma vida de consagração. (Dn 10.2-4)
Suas orações eram respondidas. (Dn 10.12)
Os anjos vieram para defendê-lo. (Dn 10.21)
Foi chamado pelo anjo do Senhor de homem mui amado? (Dn 10.11)

O jejum tem benefícios não apenas ao espírito. Nossa alma também é edificada com essa disciplina da vida com Deus. 

Vemos Daniel dez vezes mais sábio. Dez vezes mais inteligente. (Dn 1.20). 
Temperamento excelente. (Dn 6.3) 
Podia resolver coisas difíceis. (Dn 5.12) 
Era mais capaz e aplicado que os demais. (Dn 10.12) 
Todos podiam ver luz na vida dele. (Dn 5.11)

Além dos benefícios para o espírito e alma humana, o jejum é uma bênção para o corpo físico. 

Em Dn 1.15 lemos que Daniel e seus companheiros estavam mais bem nutridos que os demais que não aderiram à sua consagração parcial de alimentos. Tinham melhor saúde, aparência, força e 
vigor.

4. Estudo

Daniel estudou. Preparou-se. Esforçou-se em aprender. Não recebeu tudo pronto. Muitas pessoas leem que Deus deu sabedoria para Daniel e ficam deitadas eternamente em berço esplêndido, achando que Deus vai enxertar um HD do céu no seu cérebro. A incompetência muitas vezes é gerada pela preguiça de ler, estudar e se preparar. A falta de instrução muitas vezes é um produto do orgulho. Quem não senta para aprender não deve se levantar para falar. Aqueles que se enamoram da prática sem o conhecimento são como os que navegam em um barco sem leme. A instrução não se adquire da noite para o dia. É uma questão de investimento. Se for nossa prioridade, vamos investir nosso tempo, disciplina, disposição e até dinheiro. Interessante é que se Daniel consumisse apenas o ensino de seus mestres aparelhados pela Babilônia, jamais chegaria onde chegou. Ele abriu sua mente, estudou as escrituras sagradas e não se tornou refém  de uma granja de produzir alienados - como grande parte das faculdades brasileiras o são hoje em dia.

Que possamos aprender com Daniel eleger nossa prioridade, superar nossas crises e viver o melhor de Deus.

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